“Ninguém deve envergonhar-se de sua história.”
O que você veria se pudesse olhar para o espelho mais profundo da sua alma? Longe dos palcos convencionais e dos julgamentos exteriores, a peça transforma o teatro em uma clínica de acolhimento ético e espiritual, abrindo espaço para uma sessão compartilhada de atendimentos onde dilemas e dores humanas encontram a luz do aprendizado.
Acolhimento fraterno conduzido por Alan / Amélie
Conduzida por um(a) terapeuta, a sessão acolhe cada paciente sem censura: “Aqui, entendemos que todos aprendemos com todos; que a experiência de um serve de modelo a muitos.” Entre um atendimento e outro, o terapeuta registra suas reflexões no gravador, tecendo o fio que liga o drama humano à pedagogia de Allan Kardec.
Dissipando o vapor das aparências e máscaras sociais
Como um espelho de banheiro coberto pelo vapor matinal, nossa visão íntima costuma ser ofuscada por rótulos transitórios: títulos, riquezas, cargos, aparências e culpas acumuladas. O conflito central da peça é a coragem de passar a flanela do autoexame sincero sobre o vidro, limpando as névoas da ilusão para reencontrar no centro do peito a Centelha Divina que nunca se apaga.
Do tédio da omissão à vitória sobre o desespero
Aparentemente cercada de conforto e fartura, confessa o vazio de uma existência sem rumo. O terapeuta demonstra que o sofrimento futuro nasce não apenas do mal praticado, mas da simples abstenção do bem.
Atormentado pelo abandono e pela ideação suicida como fuga para o "nada", aprende que a morte não aniquila a consciência. A prescrição libertadora: doar aos necessitados o afeto que reivindica receber (a caridade ativa como terapêutica).
Culpa, reparação e o vizinho luminoso Bernard
Assombrado pela visão da vítima de um crime do passado, descobre que a Justiça Divina não destrói o culpado, mas exige a prece sincera e o trabalho de reabilitação moral.
Bela e vaidosa, reconhece a frieza de suas atitudes e elabora um plano corajoso e comovente para pedir perdão nominal a cada pessoa que humilhou.
José, médico aposentado, supera o medo da morte pela certeza da reencarnação. No entardecer, Bernard entra com frutas frescas, encarnando a presença terna da espiritualidade que ampara os que buscam o bem.
O que estamos fazendo das horas sagradas da vida?
No Epílogo da peça, o terapeuta traz a provocação definitiva: “Estamos nos preparando para o desencarne ou para o reencarne? O que estamos fazendo do tempo sagrado de nossas existências?”
Baseada na 2ª Parte de O Céu e o Inferno de Allan Kardec (1865), a obra desmistifica o pavor da morte e extingue a ideia de castigos eternos. A dor não é vingança divina: é o bendito termômetro que convida a alma ao autoconhecimento e à regeneração ativa.
Toque na opção e descubra a verdadeira chave de libertação
“Segundo as lições da peça e da Doutrina Espírita, qual é o remédio real para as sombras da culpa e do remorso íntimo?”
O arrependimento sincero desperta, a oração pacifica, e a caridade operosa repara o pretérito, renovando os laços perante a Lei Divina.
Recomendado para maiores de 12 anos
Salão Principal — SGAS 610, L2 Sul, Brasília - DF
27/09, 03/10, 18/10 e 24/10 às 19h30
Quadra 909 Sul (entre Mix Park e CASEB), Brasília - DF
Sessão Especial: 17/10 (Sábado) às 19h30
“O teatro como clínica do espírito: um convite à escuta e ao reencontro fraterno com a nossa própria luz.”